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Post 02 - Livro ou Kindle? Para amar um tem que odiar o outro?

 Como comentei anteriormente, para não cair no pessimismo e conseguir acordar diariamente para fazer o que tem que ser feito, tenho dado voz às inquietações da minha mente.


Em uma dessas reflexões, decidi criar um clube do livro (sobre o qual pretendo falar em uma postagem futura). Há seis meses, me reúno com algumas amizades em uma mesa de bar para compartilhar experiências literárias, teorias e opiniões.


É interessante observar que, cada um a sua maneira, compartilhamos o amor pela leitura. Uns levam seus livros cheios de anotações, orelhas e marcadores, sempre prontos para dividir algum trecho impactante.


Considerando a presença cada vez maior dos leitores digitais (e-readers), me pergunto (e os convido a fazer o mesmo): será que o livro físico, tal qual conhecemos, está fadado a desaparecer?


Há quem diga que sim. Eu, particularmente, prefiro acreditar que não!






Então, você é daqueles que se recusa a aceitar o Kindle e seus parentes tecnológicos? Não!


Acredito que são experiências diferentes, mas que ambas contribuem para a nossa imersão na história sendo contada. Os livros físicos oferecem uma experiência sensorial única, que nos conecta a memórias afetivas, seja pela textura das páginas de papel, seja pelo cheiro característico. Aliás, nas minhas leituras para escrever este post, descobri uma palavra nova: bibliosmia – o prazer de cheirar livros. Além disso, dobrar uma página, anotar nas margens e folhear os capítulos dá ao leitor um senso de progresso físico e tangível.


Então, quais são as desvantagens? Para mim, o livro físico não tem. Perfeito, sem defeitos!


E o Kindle? É ótimo! Com certeza, ele me ajudou a retomar o hábito da leitura com mais frequência. Deleitei-me e devorei inúmeros títulos. Pensar que algo tão pequeno pode carregar dentro de si uma biblioteca inteira é impressionante.


Mas, sem dúvidas, o que mais aprecio é o fato de poder ler no escuro, enquanto o sono não chega, sob uma luz pouco invasiva que quase nos engana, parecendo uma folha de papel.







No fim das contas, o que importa é ler. Seja em papel ou em um dispositivo eletrônico, o valor está no conteúdo e no impacto que as histórias e o conhecimento têm em nossas vidas. Se você ama ler, não importa o formato – cada página, seja de papel ou de pixels, é uma viagem, uma descoberta.


E você? Prefere um ou tem espaço para ambos na sua vida?




Comentários

  1. Legal demais, amigo! Tenho preguiça de ler livro físico, acho que o Kindle é mais dinâmico, e o mundo de po$$ibilidade$ é muito maior, mas a parte de fazer anotações é ruim. O lance do progresso é meio doido, pq no Kindle pra mim é bem mais visível, as vezes leio até por porcentagem, tipo gamificado, sabe?

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    1. Também costumo ler até certa porcentagem. Às vezes desabilito isso, para ler de boa, sem meta rsrsrs

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    2. Hehehehe
      No livro físico não tem como desabilitar a função de porcentagem de leitura, tá lá página por página com o marcador de páginas te mostrando exatamente onde você parou. hehehehe

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  2. Eu prefiro livro físico, mas sou assídua com o Kindle. O que mais gosto é do acesso que ele me dá. Estudo psicanálise e alguns livros são muito caros. No Kindle tenho as obras completas do Freud, por exemplo , que baixei gratiuitamente. Os livros do Lacan são muito caros também, mas costumo achar em PDF e ler no Kindle.

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    1. Mas muitos livros que leio no Kindle, ainda quero ter ele físico na minha estante, acho que é outra experiência com a materialidade do livro.

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