Aproveitando a ressaca das eleições municipais, pego carona nesse assunto que é de extrema importância na definição dos rumos da nossa sociedade, para falar de algo que é motivo de orgulho (ou deveria ser) para o nosso processo eleitoral: as urnas eletrônicas.
Como um grande amante da tecnologia, me enche as vistas, um país do tamanho do Brasil e com um eleitorado que ultrapassa 150 milhões de pessoas, conseguir apurar e divulgar os resultados em poucas horas.
Não estou aqui para criticar o processo eleitoral de outros países. Se querem ficar contando papelzinho, problema deles. Mas aqui a gente dá aula de agilidade e confiabilidade nessa operação complexa como a eleição.
Apesar de que, nos últimos anos, assim como a ciência, pautas humanitárias e até mesmo o nosso processo eleitoral vem sendo atacados de forma vil. A quem interessa isso? Enfraquecer uma das maiores conquistas democráticas do Brasil?
Segundo o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), “26 países já utilizam sistemas eletrônicos para captação e apuração de votos.” A lista inclui nações com sólida tradição democrática, como Suíça, Canadá, Austrália e Estados Unidos (em alguns estados), que adotam sistemas eletrônicos em alguns estados.
Na América Latina, México e Peru também utilizam o sistema. Na Ásia, além de Japão e Coreia do Sul, a Índia é um exemplo relevante. A maior democracia do mundo em número de eleitores (mais de 800 milhões) utiliza urnas eletrônicas semelhantes às brasileiras, mas adaptadas à sua realidade eleitoral local.
O Brasil, no entanto, é um dos poucos países que conseguiram expandir a votação eletrônica para quase a totalidade dos eleitores. “Implantado em 1996, o sistema tornou-se referência internacional, atraindo o interesse de diversas nações que buscam fortalecer a cooperação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para conhecer e utilizar a experiência brasileira.” Já houve, inclusive, empréstimos de urnas desenvolvidas pelo TSE para vários países, como República Dominicana, Costa Rica, Equador, Argentina, Guiné-Bissau, Haiti e México. O Paraguai também utilizou urnas eletrônicas brasileiras em suas eleições de 2001, 2003, 2004 e 2006.
Esse histórico coloca o Brasil na vanguarda de uma solução que é, ao mesmo tempo, moderna, eficiente e inclusiva, garantindo maior agilidade e segurança ao processo eleitoral.
Em um mundo onde as ameaças à democracia continuam a evoluir, o Brasil tem demonstrado como a inovação tecnológica pode fortalecer a transparência e a legitimidade das eleições. As urnas eletrônicas não só aceleram o processo eleitoral, mas também se tornaram um símbolo de uma democracia robusta, resiliente e adaptada às necessidades contemporâneas. Proteger e aperfeiçoar essa conquista deve ser uma prioridade, garantindo que a confiança no sistema continue inabalável, e que o Brasil permaneça uma referência global em eleições eletrônicas.
Defender nossa democracia e os dispositivos que a compõem é nosso dever!
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